Introdução

Há muito o que ser aprendido. Há muito o que podemos extrair do que vemos, tocamos, ouvimos, e acima de tudo, sentimos. Nossa sabedoria vem dos retalhos que vamos colhendo ao longo de nossa evolução, que os leva a formar a colcha que somos. Esse espaço é para que eu possa compartilhar das luzes que formam o que Eu tenho sido!!!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

À PROCURA DE VIRTUDES


Você acredita que ter virtudes é importante para um bom relacionamento?
E você costuma procurar virtudes nas pessoas com as quais convive?
Talvez você acredite que ter virtudes é importante e até as procure nas pessoas de sua relação, mas se questione se essas qualidades não são escassas em alguns indivíduos.
Bem, se você está com essa problemática, talvez possamos pensar juntos sobre como tentar resolver esse impasse.
Já houve algum momento em que você se interessou por algo, e passou a notar esse algo com mais freqüência?
Por exemplo: se você resolve comprar um veículo de tal marca e tal modelo, começa a notar muitos desses veículos circulando pelas ruas, o que não acontecia antes, não é mesmo?
Pois bem, isso é fruto do interesse, da atenção que você presta no objeto que procura.
Algo semelhante pode acontecer também com os defeitos, os vícios, as qualidades, os valores, as virtudes dos indivíduos.

Se você observa uma pessoa à procura de defeitos, certamente vai perceber só defeitos, pois esse é o foco da sua atenção.
Nem sempre isso quer dizer que a pessoa tenha os defeitos que você nota, mas suas lentes estão ajustadas para ver defeitos.
Ao contrário, quando você ajusta seu olhar para detectar virtudes perceberá, sem dúvida, muitas delas.
Experimente fazer isso com alguém do seu círculo de relacionamento em quem você nunca percebeu nenhuma virtude. Comece a observar com olhos de ver, e encontrará virtudes.
Isso fará com que seu conceito sobre essa pessoa se modifique para melhor.
Esse é um bom exercício para quem deseja tornar sua vida de relação mais harmônica.
Não existe uma pessoa no mundo que não tenha pelo menos uma virtude, uma qualidade. Basta procurar.
E quando passamos a ver qualidades nas pessoas que convivem conosco, o relacionamento se torna mais agradável.
Para ajudar nessa procura por boas qualidades, vamos citar algumas delas:
Paciência, pontualidade, boa-vontade, alegria, otimismo, responsabilidade, organização, respeito, espírito de equipe, discrição, lealdade, honestidade, senso de justiça, disposição, sinceridade, tolerância, etc.
Às vezes implicamos com uma pessoa apenas porque ela pensa diferente de nós e por isso a rotulamos e a excluímos do nosso círculo de amizades.
Outras vezes, o simples fato de não simpatizarmos com alguém já basta para nos afastar e evitar aproximações.
E se viver em sociedade é condição natural dos seres humanos, importante que procuremos viver bem com as demais pessoas.
Façamos esse importante exercício de procurar virtudes.
E o mérito será maior quanto mais difícil for para encontrá-las e lhes dar o devido valor.
Afinal, virtudes são como jóias valiosas, é preciso descobri-las e saber apreciá-las.
Que tal essa proposta?
Pense nisso, afinal, você não tem nada a perder.
Pelo contrário, tem muito a ganhar.
Como?
Ora, tornando sua vida de relação mais agradável e contribuindo com seu tijolo de otimismo nessa construção chamada sociedade.
Pense nisso!
Um dia um Sábio de Nazaré disse: "quem tem olhos de ver, veja."
Pense nisso, ajuste suas lentes, e seja um garimpeiro de virtudes!

A MORTE


A morte é apenas uma mudança de estado, a destruição de uma forma frágil que não mais fornece à vida as condições necessárias para seu funcionamento e sua evolução. Para além do túmulo, uma outra fase da existência se abre. O espírito, sob sua forma fluídica, imponderável, prepara-se para novas reencarnações e encontra em seu estado mental os frutos da última existência que findou.
A vida está por todos os lugares. A natureza inteira nos mostra, em seu quadro maravilhoso, a renovação perpétua de todas as coisas. Em parte alguma existe a morte, tal qual, em geral, é considerada entre nós; em nenhuma parte existe o aniquilamento. Nenhum ser pode morrer no seu princípio de vida, na sua unidade consciente.
O universo transborda de vida física e psíquica. Por toda parte está o imenso formigar dos seres, a elaboração de almas que só escapam das lentas e obscuras preparações da matéria a fim de prosseguirem, nas etapas da luz, na sua magnífica ascensão. A vida do homem é como o sol das regiões polares durante o verão: desce devagar, baixa, vai enfraquecendo, parece desaparecer num instante no horizonte.
Aparentemente é o fim; mas logo se eleva para descrever de novo sua imensa órbita no céu.
A morte é apenas um eclipse momentâneo nessa grande revolução de nossas existências. Mas esse instante é o suficiente para nos revelar o sentido grave e profundo da vida. A própria morte pode ter sua nobreza, sua grandeza. Não devemos temê-la, e sim nos esforçar para embelezá-la, preparando-nos para ela continuamente pela pesquisa e pela conquista da beleza moral, a beleza do espírito, que molda o corpo e o orna com um reflexo sublime na hora das separações supremas.
A maneira pela qual cada um sabe morrer já é, por si só, uma indicação do que será, para cada um de nós, a vida espiritual. Há como uma luz fria e pura à cabeceira de certos leitos de morte. Rostos, até aí insignificantes, parecem emoldurar-se por claridades do além. Um silêncio imponente se faz em volta daqueles que deixaram a Terra.
Os vivos, testemunhas da morte, sentem grandes e sérios pensamentos desprenderem-se do fundo banal de suas impressões habituais, dando um pouco de beleza à sua vida interior. O ódio e as más paixões não resistem a esse espetáculo. Diante do corpo de um inimigo, toda animosidade é abrandada, todo desejo de vingança desaparece. À frente de um caixão, o perdão parece mais fácil, o dever, mais imperioso.
Toda morte é um parto, um renascimento. É a manifestação de uma vida até então oculta em nós, vida invisível da Terra que vai reunir-se com a vida invisível do espaço. Após um tempo de perturbação, voltamos a nos encontrar, do outro lado do túmulo, na plenitude de nossas faculdades e de nossa consciência, junto dos seres amados que compartilharam as horas tristes ou alegres de nossa existência terrestre. O túmulo guarda apenas o pó.
Elevemos mais alto nossos pensamentos e nossas recordações, se quisermos encontrar de novo o rastro das almas que nos foram queridas. Não pergunteis às pedras do sepulcro o segredo da vida. Ficai sabendo que os ossos e as cinzas que lá permanecem não são nada. As almas que os animaram deixaram esses lugares e
revivem sob formas mais sutis, mais apuradas. Do seio do invisível, onde vossas preces as atingem e as comovem, elas vos seguem com o olhar, vos respondem e vos sorriem.
A revelação espírita ensinará a vos comunicar com elas, a unir vossos sentimentos num mesmo amor, numa esperança inexprimível.  Muitas vezes, os seres por quem chorais e que ides procurar no cemitério estão ao vosso lado. Eles voltam e vêm cuidar de vós, aqueles que foram o amparo de vossa juventude, que vos
embalaram nos braços, os amigos, companheiros de vossas alegrias e de vossas dores, assim como todas as formas, todos os meigos fantasmas dos seres que encontrastes no vosso caminho, que participaram de vossa existência e levaram com eles alguma coisa de vós mesmos, de vossa alma e de vosso coração.
Ao redor de vós flutua a multidão de homens desaparecidos na morte,  multidão agitada que revive, que vos chama e vos mostra o caminho a ser percorrido. Nosso progresso, nossa elevação exigem-no: temos de ficar livres, mais dia menos dia, do envoltório carnal que, após ter prestado a função determinada, torna-se impróprio para seguir-nos em outros planos de nosso destino.
Como é que aqueles que acreditam na existência de uma sabedoria previdente, de um poder ordenador – qualquer que seja, aliás, a forma que idealizem para esse poder – podem considerar a morte como mal?
Se ela representa um papel importante na evolução dos seres, não há de ser uma das fases desejadas por essa evolução, o pendant * natural do nascimento, um dos elementos essenciais do plano da vida?
O universo não pode falhar. Seu objetivo é a beleza; seus meios são a justiça e o amor. Fortifiquemo-nos no pensamento do futuro sem limites. A confiança em outra vida estimulará nossos esforços e os tornará mais fecundos. Nenhuma obra elevada
e que exija paciência pode ter êxito sem a certeza do dia seguinte. A cada vez que, ao nosso redor, a morte, em seu austero esplendor, distribui seus golpes, torna-se um ensinamento, um incentivo para trabalharmos e para agirmos melhor, para
aumentarmos constantemente o valor da nossa alma.
Muitas pessoas temem a morte por causa dos sofrimentos físicos que a acompanham. Sofremos, é verdade, na doença que acaba na morte, mas também sofremos nas doenças de que nos curamos. No instante da morte, dizem-nos os espíritos, quase sempre não há dor. Morre-se como se adormece. Essa opinião
é confirmada por todos aqueles a quem a profissão e o dever chamam freqüentemente à cabeceira dos moribundos.
Entretanto, se considerarmos a calma, a serenidade de certos doentes na hora derradeira, e a agitação convulsiva, a agonia de outros, deve-se reconhecer que as sensações que antecedem a morte são bastante diversas em relação aos indivíduos. Os
sofrimentos são tanto mais vivos quanto mais numerosos e fortes são os laços que unem a alma ao corpo. Tudo o que os pode diminuir, enfraquecer, tornará a separação mais rápida e a mudança menos dolorosa.
Se a morte é quase sempre isenta de sofrimento para aquele cuja vida foi nobre e bela, o mesmo não acontece com os sensuais, os violentos, os criminosos, os suicidas. Assim que a passagem é feita, uma espécie de perturbação, de entorpecimento, invade a maior parte de almas que não souberam se preparar para a partida. Nesse estado, suas faculdades ficam veladas; só passam a perceber as coisas em meio a um nevoeiro mais ou menos denso.
A duração dessa perturbação varia de acordo com a natureza e o valor moral delas. Pode ser muito prolongada para as mais atrasadas e até mesmo durar vários anos. Depois, pouco a pouco, o nevoeiro vai ficando mais claro; as percepções se tornam mais nítidas. O espírito recupera sua lucidez; desperta para a nova vida, a vida do espaço. Instante solene para ele, mais decisivo, mais formidável que a hora da morte, porque, de acordo com seu valor e seu grau de pureza, esse despertar
será calmo e delicioso ou cheio de ansiedade e sofrimento.
No estado de perturbação, a alma está consciente dos pensamentos dirigidos a ela. Os pensamentos de amor, de caridade, as vibrações dos corações afetuosos brilham para ela como raios na neblina que a envolve e a ajudam a se separar dos últimos laços que a prendem à Terra, a sair da sombra em que está imersa. É por isso que as preces inspiradas pelo coração, ditas com calor e convicção, especialmente as improvisadas, são fortalecedoras, benfazejas para o espírito que deixou a vida corporal.
Pelo contrário, as orações vagas, infantis, das Igrejas, muitas vezes não têm efeito algum. Pronunciadas maquinalmente, não têm poder vibratório que faz do pensamento às vezes uma força penetrante e, ao mesmo tempo, uma luz. O cerimonial religioso em uso geralmente traz pouca ajuda e conforto aos mortos. A ignorância das condições da sobrevivência torna os participantes dessas manifestações indiferentes e distraídos. É quase um escândalo ver a displicência com que se assiste, em nossa época, a uma cerimônia fúnebre.
A atitude dos assistentes, a falta de recolhimento, as conversas banais durante o funeral, tudo causa dolorosa impressão. Bem poucos dos que acompanham o enterro pensam no defunto e sentem como um dever projetar para ele um pensamento afetuoso. As preces fervorosas de seus amigos, de seus parentes, são bem mais eficazes para o espírito do morto do que as manifestações do culto mais pomposo. Entretanto, não é bom nos entregarmos desmedidamente à dor da separação.
Certamente que as lamentações da partida são legítimas e as lágrimas sinceras
são sagradas; porém, se essas lamentações são muito exageradas, entristecem e desanimam aquele a quem são dirigidas e, muitas vezes, testemunha delas. Em vez de lhe facilitarem o vôo para o espaço, elas o prendem nos lugares onde sofreram e onde
ainda estão sofrendo aqueles que lhe são caros.
Pergunta-se às vezes o que se deve pensar das mortes prematuras, das mortes acidentais, das catástrofes que destroem, de uma só vez, numerosas existências humanas. Como conciliar esses fatos com a idéia de plano, de previdência, de harmonia universal? E para os que deixam voluntariamente a vida por um ato de desespero, o que acontece? Qual é o destino dos suicidas?
As existências interrompidas prematuramente em acidentes chegaram ao seu fim previsto. São, em geral, complementos de existências anteriores que foram truncadas por causa de abusos ou de excessos. Quando, em conseqüência de hábitos desregrados, gastaram-se os recursos vitais antes da hora marcada pela natureza, deve-se voltar e completar, em uma existência mais curta, o lapso de tempo que a existência anterior devia ter normalmente preenchido.
Acontece que os seres humanos passíveis dessa reparação reúnem-se num ponto pela força do destino, para resgatar numa morte trágica as conseqüências dos atos que estão relacionados com o passado anterior ao nascimento. Daí as mortes coletivas, as catástrofes que lançam no mundo um aviso. Aqueles que partem assim acabaram o tempo que tinham de viver e vão se preparar para existências melhores.
Quanto aos suicidas, a perturbação em que se encontram mergulhados após a morte é profunda, terrível, dolorosa. A angústia os oprime e os segue até sua reencarnação seguinte. Seu gesto criminoso causa ao corpo fluídico, o perispírito, um abalo violento e prolongado, que será transmitido ao organismo carnal no renascimento. A maior parte deles volta enferma à Terra.
Estando a vida no suicida em toda a sua força, o ato brutal que a despedaça produzirá longas repercussões em seu estado vibratório e determinará doenças ou desequilíbrios nervosos em suas futuras vidas terrestres. O suicida procura o nada e o esquecimento de todas as coisas, mas se defronta, ao contrário, em face de sua consciência, na qual permanece gravada, para todo o sempre, a lembrança lastimável de ter fugido do combate da vida.
A prova mais dura, o sofrimento mais cruel que haja na Terra, é preferível a essa perpétua mancha da alma, à vergonha de não poder mais se prezar. A destruição violenta de recursos físicos que ainda lhe poderiam ser úteis e até mesmo fecundos não livra o suicida das provas de que quis fugir, porque ele terá que reatar a cadeia quebrada de suas existências e tornar a passar pela série inevitável das provas, agravadas por atos e conseqüências que ele mesmo causou.
Os motivos do suicídio são de ordem passageira e humana; as razões de viver são de ordem eterna e sobre-humana. A vida, resultado de todo um passado, instrumento do futuro, é, para cada um de nós, o que ela deve ser na balança infalível do destino.
Aceitemos com coragem a sucessão dos fatos, que são outros tantos remédios para nossas imperfeições, e saibamos esperar com paciência a hora fixada pela lei justa para o encerramento de nossa permanência na Terra. O conhecimento que pudemos adquirir das condições da vida futura exerce uma grande influência sobre nossos últimos momentos. Ele nos dá mais segurança; abrevia a separação da alma.
Para se preparar utilmente para a vida do além, é preciso não apenas estar convencido de sua realidade, mas também compreender suas leis, ver com o pensamento as vantagens e as conseqüências de nossos esforços para o ideal moral.
Nossos estudos psíquicos, as relações estabelecidas durante a vida com o mundo invisível, nossas aspirações a modos de existência mais elevados desenvolvem nossas faculdades adormecidas e, quando chega a hora definitiva, estando a separação corporal já em parte efetuada, a perturbação tem pouca duração. O espírito se reconhece rapidamente; tudo o que vê lhe é familiar; adapta-se sem esforço e sem emoção às condições de seu novo meio.
Quando se aproxima a hora derradeira, os moribundos muitas vezes entram em posse de seus sentidos psíquicos e percebem os seres e as coisas do invisível.


LÉON DENIS. Trecho do livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor.

A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO PARA A HUMANIDADE



“ Conhecereis a verdade e ela vos libertará” (Jo 8,32)

O evangelista João destaca nesta mensagem a importância que a verdade tem para o entendimento completo das coisas de Deus.
Durante muitos anos tivemos nossa fé dogmatizada, (de dogus=decreto), e acreditávamos naquilo que nos era determinado acreditar e portanto possuíamos uma fé cega.
Com a evolução da humanidade e principalmente após o advento do Iluminismo que trouxe luz para as ciências, as filosofias e até para as religiões pudemos receber a mensagem contida na codificação da Doutrina Espírita e passamos a ter uma fé raciocinada, estudada, que nos apresenta os três vértices do conhecimento: ciência, filosofia e religião.
Sendo assim, a partir do instante que a humanidade avançou nos diversos campos do conhecimento, a mediunidade o acompanhou e passamos a conviver melhor com este fenômeno natural.
Todo e qualquer ser humano é médium.
Há dois tipos de mediunidade: efeitos físicos e efeitos inteligentes.
A mediunidade necessita de estudos e de prática (evolução moral) e tem a obsessão como a grande doença da mesma.
Precisamos refletir que nós somos templos vivos e se formos fiéis, Jesus fará morada em nós.
Pensemos sempre em coisas boas, para que as antenas de nossos corações possam sintonizar o que tiver de melhor.

A FÉ DIVINA E A FÉ HUMANA


A fé é o sentimento inato, no homem, de sua destinação futura: é a consciência que tem das faculdades imensas, cujo germe foi depositado nele, primeiro em estado latente, e que deve fazer eclodir e crescer por sua vontade ativa.
Até o presente, a fé não foi compreendida senão sob o aspecto religioso, porque o Cristo a preconizou como alavanca poderosa, e porque não se viu nele senão o chefe de uma religião. Mas o Cristo, que realizou milagres verdadeiros, mostrou, por esses mesmos milagres, o que pode o homem quando tem fé, quer dizer, a vontade de querer, e a certeza de que essa vontade pode receber seu cumprimento. Os apóstolos, a seu exemplo, não fizeram milagres? Ora, que eram esses milagres senão efeitos naturais, cuja causa era desconhecida dos homens de então, mas que se explica em grande parte hoje, e que se compreenderá completamente pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo?
A fé é humana ou divina, segundo o homem aplique suas faculdades às necessidades terrestres ou às suas aspirações celestes e futuras. O homem de gênio que persegue a realização de alguma grande empresa, triunfa se tem fé, porque sente em si o que pode e deve alcançar, e essa certeza lhe dá uma força imensa. O homem de bem que, crendo em seu futuro celeste, quer encher sua vida de nobres e belas ações, haure em sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e aí ainda se cumprem milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não existem más tendências que não se possam vencer.
O magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação; é pela fé que ele cura e produz esses fenômenos estranhos que, outrora, eram qualificados de milagres.
Eu repito: a fé é humana e divina; se todos os encarnados estivessem bem persuadidos da força que têm em si, se quisessem colocar sua vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o que, até o presente, chamou-se de prodígios, e que não é senão um desenvolvimento das faculdades humanas. 
(UM ESPÍRITO PROTETOR, Paris, 1863)
Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIX, item 12

A BÍBLIA - PARÁBOLA


Há muitos anos, existiu um homem muito rico, que no dia do seu aniversário, convocou a criadagem a sua sala para receberem presentes.

Colocou-os a sua frente na seguinte ordem: cocheiro, jardineiro, cozinheira, arrumadeira e o pequeno mensageiro.

Em seguida, dirigindo-se a eles, explicou o motivo de havê-los chamado até ali, e por fim, fez-lhes uma pergunta, esperando de cada um a sua própria resposta.

Essa foi a pergunta feita:

- O que prefere você receber agora: esta Bíblia ou este valor em dinheiro?

- Eu gostaria de receber a Bíblia. Respondeu pela ordem o cocheiro.

- Mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será bastante mais útil!

Recebeu então a nota, de valor elevado na época, e agradeceu ao patrão. Esse pediu-lhe que permanecessem seu lugar.

Era a vez de o jardineiro fazer a sua escolha e, escolhendo bem as palavras, falou:

- Minha mulher está adoentada e por esta razão tenho necessidade do dinheiro; em outra circunstância escolheria, sem dúvida, a Bíblia.

Como aconteceu com o primeiro, ele também permaneceu na sala após receber o valor das mãos do patrão.

Agora, pela ordem, falaria a cozinheira, que teve tempo de elaborar bem a sua resposta:

- Eu sei ler, porém, nunca encontro tempo para sequer folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um vestido novo. Eu já possuo uma Bíblia e não preciso de outra; assim, prefiro o dinheiro. Informou a arrumadeira, em poucas palavras.

Finalmente, chegou a vez do menino de recados. Sabendo-o bastante necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe:

- Certamente você também irá preferir dinheiro, para comprar uma nova sandália, não é isso, meu rapaz?

- Muito obrigado pela sugestão. De fato estou precisando muito de um calçado novo, mas vou preferir a Bíblia. Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro... Disse o pequeno mensageiro.

Ao receber o bonito volume, o menino feliz o abriu e nisso caiu aos seus pés uma moeda de ouro.

Virando outras páginas, foi deparando com outros valores em notas. Vendo isso, os outros criados perceberam o seu erro, e envergonhados, deixaram o recinto.

A sós com o menino, disse-lhe comovido o patrão:

"Que Deus o abençoe, meu filho, e também a sua mãe, que tão bem o ensinou a valorizar a Palavra de Deus."

Pense agora:"O quê pode ser mais valioso do que a palavra de Deus? Tudo aquilo que nós precisamos, Deus tem e deseja que tenhamos.

A nós, basta aceitar o que Ele nos oferece...

A DOENÇA E A SAÚDE

Chega para nós um momento em que, cansados de pertencer à classe dos "homens comuns", aspiramos a algo mais e, através da alavanca da insatisfação, buscamos inquietos as respostas às questões mais amplas da vida: 
- Para 
que viemos, o que somos e para onde vamos?
Conduzidos pelo Determinismo da Evolução que nos orienta a todos, e que é a ação do próprio Deus em nós, sentimo-nos incandescer pelo sentimento de religiosidade. Entretanto, a porta que se apresenta ao cristão é sempre aquela mais estreita. A priori, exige do homem o despojamento de certos valores que funcionam à guisa de enormes sacolas que o impedem de transpor a porta, e vêmo-lo então um tanto desanimado ao seu umbral. Ali, ele se demora indefinidamente assolado por dúvidas angustiantes. O medo da perda o envolve e, no entanto, ele já é bastante diferente dos demais, para simplesmente retroceder no seu esforço.
Eis aí, nesta analogia, o nosso momento existencial. Impedido de retroceder pelas próprias forças que desenvolveu, o homem atual desanima de andar à frente, prenunciando o enorme compromisso que o aguarda. Esta paralisação, entretanto, consome-lhe energias preciosas, que poderiam, por mais um tanto de fé, pô-lo a caminho e a salvo, quando nada, de sua própria perturbação e culpa.
Na expectativa das grandes demonstrações, este homem deixa correr, por entre seus dedos, as inúmeras oportunidades de testemunhar, no dia-a-dia, aguardando insone e temente enormes responsabilidades, desvalorizando aquelas outras menores, mas igualmente sustentadoras. Desencorajado pelos grandes empreendimentos, nega-se aos menores que lhe são afeitos.
As consequências desta situação a nível emocional são aquelas comuns nos consultórios: angústias, neuroses, complexos psíquicos e a culpa ressurge, cobrando o tempo perdido.
Cabe ao terapeuta da área da saúde conscientizar-se destas questões, para desfazer os fortes nódulos emocionais que hoje perigam o progresso do indivíduo.
Carlos (Espírito)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A ALEGRIA



A alegria começa no indivíduo, no momento em que ele se põe ansioso por propiciar felicidade aos outros.
Não se pode esquecer que, na memorável quão iluminativa expressão do Santo de Assis, é no ato de ofertar que o homem recebe, indubitavelmente. 
Entretanto, o conceito de oferenda toma nova forma com Jesus e com a mensagem do Seu Evangelho, de vez que na doação de elementos passageiros, ajuntam-se as energias, as vibrações indestrutíveis oferecidas pela alma, na externalização do júbilo espiritual. 
No pão que sacia a fome, quanto no amplexo que aproxima, eis a alegria. 
Na dose de remédio como na vestimenta que agasalha, temos a alegria. 
No carinho com que se cativa ou firmeza com que se orienta e corrige, vemos a alegria. 
Alegria é franca exposição do amor de Deus, que se apresenta por meio dos filhos que se dispõem à oferta de si mesmos, como alguém que anela por ser como o óleo na lanterna que clareará o porvir, 
ou como o fermento de bênçãos a levedar a massa dos corações, na estrada da vida. 
Você que afirma estar em busca de amor, engaje-se nele e doe alegria. 

Rosângela (Espírito) através de J. Raul Teixeira

domingo, 9 de setembro de 2012

O PODER DA ORAÇÃO

Não desconsideres o valor e o poder da oração.

O corpo necessita de alimento adequado para manter-se. Assim também o Espírito, que é a fonte de vitalização da matéria.

A prece constitui um combustível de alta qualidade para a sua harmonia.

Adquire o hábito de orar, incorpora-o aos outros mecanismos naturais da tua existência e constatarás os benefícios disso decorrentes.

Não te negues o pão da vida, que é a prece sincera e afervorada.

Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo Franco. Livro: Vida Feliz.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CÂNCER MORAL

O mau-humor sistemático - vício de comportamento emocional - gera a irritabilidade que desencadeia inúmeros males no indivíduo, em particular, e no grupo social onde o mesmo se movimenta, em geral. 
Desconcertando a razão, açula as tendências negativas que devem ser combatidas, fomentando a maledicência e a indisposição de ânimo.   
Todos aqueles que o alimentam, transferem-se de um para outro estado de desajuste orgânico e psicológico, dando margem à instalação de doenças psicossomáticas de tratamento complexo como resultados demorados ou nenhuns. Todas as criaturas têm o dever de trabalhar pelo próprio progresso intelecto-moral, esforçando-se por vencer as más inclinações. 
O azedume resulta, também, da inveja mal disfarçada quanto do ciúme incontido. Atiça as labaredas destruidoras da desavença, enquanto se compraz na observância da ruína e do desconforto do próximo. 
Muitas formas de canceres têm sua gênese no comportamento moral insano, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças. 
O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia. Exteriorização do egoísmo doentio, aplica-se à inglória tarefa de perseguir os que discordam da sua atitude infeliz, espalhando a inquietação com que se arma de forças para prosseguir na insânia que agasalha. 
Reveste-te de equilíbrio ante os mal-humorados e violentos, maledicentes e agressivos. Eles se encontram enfermos, sim, em marcha para a loucura que os vence sob o beneplácito da vontade acomodada. Oscilantes nos estados dalma, mudam de um para outro episódio de revolta com facilidade, sem qualquer motivo justificável, como se motivo houvesse que justifique a vigência desse verdugo do homem. 
Vigia as nascentes dos teus sentimentos e luta com destemor, nas paisagens íntimas, contra o mau-humor. Policia o verbo rude e ácido, mantendo a dignidade interior e poupando-te ao pugilato das ofensas, decorrente do azedume freqüente. Não olvides da gratidão, nas tuas crises de indisposição... O amanhã é incerto. Aquele a quem hoje magoas será a porta onde buscarás apoio amanhã. Conquista o título de pacífico ou faze-te pacificador. Todo agressor torna-se antipático e asfixia-se na psicosfera morbífica que produz. 
O Evangelho é lição de otimismo sem limite e o Espiritismo que o atualiza para o homem contemporâneo convida à transformação moral contínua, sem termo, em prol da edificação interior do adepto que se lhe candidata ao ministério. 
Autor: Joanna de ÂngelisPsicografia de Divaldo Franco. Do livro: Receita de Paz

terça-feira, 31 de julho de 2012

SAUDADE

Ante os mortos queridos,
Faze silêncio e ora.

Ninguém pode apagar
A chama da saudade.

Entretanto se choras, 
Chora fazendo o bem

A morte para a vida
É apenas mudança

A semente no solo
Mostra a ressurreição.

Todos estamos vivos
Na presença de Deus 

Emmanuel (Espírito)
Psicografia de Francisco Cândido Xavier 
Livro: Fonte de paz - Editora IDE

quinta-feira, 19 de julho de 2012

FRATERNIDADE ESPÍRITA IRMÃO GLACUS

Os dois primeiros slides abaixo foram produzidos a partir da leitura do jornal Evangelho e Ação, produzido e distribuído pela Fraternidade Espírita Irmão Glacus, cujo site pode ser acessado clicando-se A.Q.U.I.





NAS CULMINÂNCIAS DA LUTA

Muitas vezes, vivemos normalmente dez longos anos, conquistando patrimônios espirituais, para viver apenas dez minutos fugazes de modo extraordinário e excepcional. São os clímax da vida, onde somos chamados às contas, na aferição de responsabilidades intransferíveis e que, não raro, percebemos intuitivamente, a derramar lágrimas que pressagiam amargas lutas.
Aprendemos, dia a dia, a pouco e pouco, anos seguidos, o desprendimento de bens transitórios para enfrentarmos a prova do desapego maior em momentos breves; experimentamos, por vários lustros, a repetição, instante a instante, de um dever trivial para testarmos a própria perseverança, no epílogo desse ou daquele problema, aparentemente vulgar, mas de profunda significação em nosso destino; adquirimos forças íntimas vivendo toda uma encarnação a preparar-nos para a demonstração de coragem num minuto grave de testemunho... Alpinistas da evolução, que destilam suor, de escarpa em escarpa, galgamos a montanha da experiência, adestrando-nos para transpor a garganta que nos escancara o abismo diante da tentação; estudantes comuns, nos currículos da existência, enceleiramos preciosos conhecimentos em cursos laboriosos de observação e trabalho, para superarmos a prova eliminatória, às vezes num só dia de sacrifício...
Estamos sempre, face a face, com a banca examinadora do mundo, pois onde formos, ai seremos convocados à confissão de nossa fé e consequente valor moral. O minuto que se esvai é a nossa oportunidade valiosa; o lugar onde estamos é o anfiteatro de nossas lições contínuas.
Por isso, caminhar sem Jesus, nos domínios humanos, é sentir que a água não dessedenta, o alimento não sacia, a melodia não eleva, a página não edifica, a flor não perfuma, a luz não aquece... Entretanto, amparados no Cristo, todos somos auto-suficientes, porquanto dispomos de apoio, esclarecimento e fortaleza em qualquer transe aflitivo com que a vida nos surpreenda.
O alento que a certeza da fé raciocinada nos proporciona transcende todas as consolações efêmeras que possamos auferir de vantagens terrenas, de vez que nos faculta trabalhar sem fadiga, ajudar sem esforço, sofrer sem ressentimento e rir engolindo pranto.
Marchemos assim, arrimados nos padrões do Divino Mestre sem que nos creiamos no pretenso direito de reclamar ou maldizer, tumultuar ou censurar.
Desistamos de reivindicações, privilégios, prêmios ou honrarias de superfície, porquanto urge aspirarmos à medalha invisível do dever retamente cumprido que nos brilhe na consciência, à coroa da paz que nos cinja os pensamentos e a carta-branca do livre arbítrio que nos amplie o campo de ação no bem puro.
Regozija-te, pois, se tua fé vive analisada na intimidade do lar, combatida na oficina de trabalho, fustigada no círculo de amigos, fiscalizada na ribalta social ou testada na enxerga de sofrimento... Somente conduzindo a nossa cruz de renúncia às gloríolas do século, com a serenidade da abnegação e com o sorriso da paciência é que poderemos ser recompensados pelo triunfo sobre nós mesmos, nas rotas da Perfeita Alegria.

Espírito Caírbar Schutel
Psicografia de Chico Xavier. Do livro: "IDEAL ESPÍRITA", edição CEC.

terça-feira, 17 de julho de 2012

SUPRIMENTO

Crê, trabalha e não temas, 
Deus te apóia e te guarda.

Tentações a vencer?
Deus te dá a resistência.

Mais trabalho na vida?
Deus te acrescenta a força.

Nos problemas difíceis
Deus te iluminará.

Se desejas servir
Deus te concede os meios

Por mais lutas à frente, 
Segue e confia em Deus.



Espírito Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Do livro: "DEUS SEMPRE" - Ed. IDEAL

DORES MORAIS

Sei que as dores da alma e do coração, as dores morais, são as que mais nos fazem sofrer. Quantas criaturas chegam ao desespero pela dor causada por perdas, por decepções?
Para as dores do nosso espírito não há médico nem remédio que possa nos ajudar, e nada na Terra pode garantir que o sofrimento não venha nos visitar a qualquer momento. O Pai, nosso Criador, nos deu a capacidade de amar e só Ele pode tornar nosso coração e nosso espírito fortes o suficiente para superar estes momentos.
Pai de amor e bondade vinde em meu socorro; esta mágoa consome minhas forças e meu coração; ajudai-me a superar esta dor. Sei que as provas da vida são para minha evolução, mas não permitais que eu me afaste de Vossos ensinamentos e saiba aceitar esta tão sofrida lição.
Devolvei, Pai, a paz ao meu espírito e amor ao meu coração. Confio em Vós e ao Vosso amor entrego-me.

(Recebida de um amigo que apresentava aparente sofrimento moral, mas se encontrava confiante na modificação daquela condição. Espero em Deus que ele possa ter suportado aqueles momentos e encontrado a Paz tão almejada.)

DRAMATIZAÇÃO

Sempre que estivermos realmente interessados na extinção do mal, é preciso manter-nos em guarda contra um flagelo sutil que alarga as regiões conflagradas pela discórdia ou pelo erro, sem que lhe percebamos a influência. Esse fantasma que aparece para complicar todas as circunstâncias é a dramatização.
Surge a falha de algum ou do grupo e repontam os lances imaginativos. O concerto de vozes se afina para o exagero e o exagero estima articular grandes comoções.
A pessoa que "conta o fato" compõe a versão que lhe influi da cabeça, diante de espectadores atentos, como se estivesse pregando num comício de salvação pública.
E de quando em quando, os apartes se fazem ouvir cerimoniosos: "eu bem que falei", "eu bem disse".
De cada assembléia de salão ou de canto de rua, assim improvisada, o assunto desagradável sai para a frente, consideravelmente aumentando qual bola de neve, sendo que, no caso, a bola é de fluídos magnéticos aglutinantes do mal, induzindo a perigosos focos obsessivos.
Imunizemo-nos contra esse gênero de homenagem às trevas. Em si, o delito é questão para a justiça, quanto o tumor canceroso compõe matéria para a cirurgia.
Não se nega a necessidade de tomar conhecimento da falta, quando a falta se faça sentir. Mas que se dê a ela a atenção indispensável apenas ao serviço restaurativo das zonas minadas pela perturbação que ela provoca.
Se temos conhecimento de algum desequilíbrio na trilha a que somos conduzidos ou em nossa equipe de trabalho, ajudemos a saná-lo com a tranquilidade possível.
Comentemo-lo na esfera restrita dos interessados, sem a preocupação de pesquisar o ânimo dos amigos absolutamente fora do problema com perguntas excitantes: "você soube o que aconteceu? Que diz você acerca de fulano?"
Está repleto o plano espiritual de casos amargos em que aflições e crimes foram suscitados tão somente pelo gosto de dramatizar as pequeninas desventuras alheias.
Doemos às obras construtivas as nossas melhores e mais dilatadas possibilidades verbais. O espiritismo é a doutrina da fé raciocinada. Assim como sabemos, pelo uso da razão, a entender porque aceitamos nossas convicções, saibamos aprender também a não falar sem meditar.

Espírito Kelvin Van Dine.
Mensagem recebida pelo médium Waldo Vieira no ano de 1967.
Do livro: "TÉCNICA DE VIVER", página 87 - Editora Boa Nova

domingo, 15 de julho de 2012

FAÇA O QUE VOCÊ PODE FAZER SOZINHO

Um discípulo foi em seu camelo até a tenda de seu mestre sufi. Apeou, entrou na tenda, curvou-se e disse:
- Tão grande é minha confiança em Deus que deixei meu camelo aí fora, solto, convicto de que Deus protege os interesses dos que O amam.
- Pois vá prender o camelo, seu tolo - disse o mestre. - Deus não tem tempo para se ocupar de fazer o que você é perfeitamente capaz de fazer sozinho.

Do livro: "COMO ATIRAR VACAS NO PRECIPÍCIO" organizado por Alzira Castilho

A ALMA DEPOIS DA MORTE


Em que se torna a alma no instante da morte?
- Volta a ser Espírito, quer dizer, retorna ao mundo dos Espíritos, que deixou momentaneamente.

A alma depois da morte conserva a sua individualidade?
- Sim, não a perde jamais. Que seria ela se não a conservasse?

Não tendo mais seu corpo material, como a alma constata a sua individualidade?
- Ela tem ainda um fluido que lhe é próprio, tomado da atmosfera de seu planeta e que representa a aparência de sua última encarnação: seu perispírito.

A alma nada leva consigo deste mundo?
- Nada mais que a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor. Essa lembrança é cheia de doçura ou de amargura, segundo o emprego que fez da vida. Quanto mais pura, mais compreende a futilidade do que deixa sobre a Terra...

Extraído do livro: "O LIVRO DOS ESPÍRITOS" de Allan Kardec

NO REINO DA PALAVRA


Não grite.
Conserve a calma.
Use a imaginação sem excesso.
Fale com inteligência, sem exibição de cultura.
Responda serenamente em toda questão difícil. Evite a maledicência. Fuja a comparações, a fim de que seu verbo não venha a ferir.
Abstenha-se de todo adjetivo desagradável para pessoas, coisas e circunstâncias.
Guarde uma frase sorridente e amiga para toda situação inevitável. 
Recorde que Jesus legou o Evangelho, exemplificando, mas conversando também. 

Espírito André Luiz
Médium: Chico Xavier
Do livro: AULAS DA VIDA - Edição IDEAL

OUÇAMOS UNS AOS OUTROS

Suspiramos pelo ensejo de viver inalteravelmente reunidos como sendo uma família só... e nas horas em que nos vemos sozinhos sofremos e nos desgastamos.
Em semelhantes minutos a sombra aparece e com a sombra vão chegando os que moram dentro dela, suscitando-nos pensamentos sombrios de tristeza e desânimo.
Lutemos contra isso.
Abramos os nossos corações sinceros, como sempre, uns aos outros, e ouçamo-nos uns aos outros com entendimento e com amor.

Espírito Batuíra
Mensagem extraída do livro Mais Luz, edição GEEM, psicografia de Chico Xavier.

INFORMÁTICA

Muitos amigos perguntam:
Com desencanto invulgar:
- Por que vocês, de outro mundo, 
Falam tanto em trabalhar?

Eis a resposta: "na vida
Quem não serve não se apura
E fica, por muito tempo, 
Dormindo na sepultura".

Espírito Cornélio Pires
Psicografia de Chico Xavier na noite de 17 de julho de 1978, em Uberaba (MG).

ROGATIVA DO SERVO


Senhor!
Dá-nos a força, mas não nos deixe humilhar os mais fracos.
Dá-nos a luz da inteligência, no entanto, ensina-nos a auxiliar aos irmãos que jazem nas sombras.
Dá-nos a calma, contudo, não nos consintas viver na condição das águas paradas.
Dá-nos a paciência, entretanto, não nos relegues a inércia.
Dá-nos a fé, mas não nos permita o cultivo da intolerância.
Dá-nos a coragem, no entanto, livra-nos da imprudência.
Concede-nos, por fim, o conhecimento da harmonia e da perfeição que devemos buscar; não nos deixe, porém, na posição de Vênus de Milo, sempre maravilhosamente bela, diante do mundo, mas sem braços para servir a ninguém.

Espírito André Luiz
Do livro: "TEMPO DE LUZ" edição FMG


A BUSCA


Fita a subida, áspera e empedrada
Que se alteia, maciça, à nossa frente,
Carrega a própria cruz na alma cansada
E guarda o coração feliz e crente.

Nas paisagens da senda, não há flores,
Apenas o cascalho se amontoa,
Mas, em torno de ti, os irmãos sofredores
Lembram a paz da fé que os renova e abençoa.

Segue de passo lento... A turba te acompanha...
Companheiros pararam na montanha,
Recusando o trabalho, a dor e a cruz;
Mas sentindo-te os dons no coração amigo, 
Erguer-se-ão do pó e seguirão contigo,
Procurando Jesus.

Espírito Maria Dolores, através da psicografia de Chico Xavier
Do livro: "PREITO DE AMOR" editado pelo GEEM.

O LAR

Dentro do lar estão os mais sublimes sentimentos que nos ligam às criaturas e às situações, nos proporcionando evolução. Dentro do lar estão os mais terríveis elos de adversários do passado, também nos promovendo à persistência no bem, à tolerância, à busca de evolução. 
Nós percebemos que o lar é aquele ponto de partida para buscarmos a grande família espiritual. Só faremos jus, realmente, a ter paz, felicidade, alegria, a partir do instante que superarmos, dentro dos lares as dores maiores, porque quase sempre é fora do lar que estão as maiores fontes de alegria.
Nós observamos que, em noventa por cento de todas as criaturas que fazem preces, que mandam suas rogativas para o Plano Espiritual, muitos e muitos perguntam: por que essa dor dentro do meu lar? Por que esse relacionamento difícil? Por que essa prova tão dura?
Mas, na verdade, meus filhos, o lar é ponto de partida para muitas conquistas. O lar é de onde saímos para buscarmos nossa grande família espiritual, fazendo jus a mais paz. É realmente um teste permanente de todos os dias, de todas as horas. Se superarmos e vencermos esses obstáculos, estaremos preparados para o mundo, porque não há forja mais aprimorada do que o próprio lar para os testes necessários de renúncia, sacrifício, dedicação, amor e progresso.

Espírito Bezerra de Menezes
Mensagem recebida pela médium Shyrlene Soares Campos, no Núcleo Servos Maria de Nazaré - Uberlândia - (MG)
Do livro: "O SERVO FIEL"